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MP contesta exame que permitiria regime semiaberto a Nardoni

05 NOV 2018
05 de Novembro de 2018

Um parecer do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) contesta o resultado do exame criminológico que garantiu ao detento Alexandre Alves Nardoni, condenado a 30 anos e 2 meses de prisão pela morte da filha Isabella, a progressão de regime para o semiaberto. O promotor Luiz Marcelo Negrini afirmou que o exame não é suficiente.

O regime mais brando dá direito a saídas temporárias para visitar a família e permite que o detento trabalhe ou estude fora da prisão. A mudança, no entanto, ainda precisa ser autorizada pela Vara de Execuções Criminais de Taubaté. "O sentenciado se encontra condenado a reprimendas que somente irão vencer em 20136", afirma no documento.


"Entendendo se tratar de hipótese que exige extrema cautela na apuração das condições para a progressão de regime, requeiro seja o reeducando submetido ao Teste de Rorschach. Caso não seja esse o entendimento de Vossa Excelência, requeiro o indeferimento da progressão por ausência de comprovação dos necessários requisitos subjetivos exigíveis no caso", diz Negrini.

Com isso, ele considera "temerária a concessão do benefício diante de um enorme lapso temporal a ser cumprido nos regimes subsequentes, o que poderia permitir que o sentenciado viesse tentar frustrar o cumprimento do restante das penas." O promotor escreve ainda que Nardoni "amarga condenação pela prática de crime bárbaro, que chocou a sociedade e causou comoção nacional."

Negrini afirma que em um regime intermediário, o sentenciado tem direito a saídas temporárias, durante as quais, segundo ele, "facilmente poderá se evadir e frustar o cumprimento do restante da pena. Em determinados casos, de acordo com o promotor, a realização do exame criminológico comum não é suficiente.

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